Por conta dos criativos regulamentos elaborados pela CBF a Ponte Preta se viu na semana passada numa situação inusitada. Para poder ganhar o direito de disputar a Copa Sulamericana, primeiro torneio internacional da história do clube, a macaquinha teria que perder para o modesto Nacional do Amazonas e ser eliminada da Copa do Brasil. Perder pra ganhar.
Em Campinas, a manchete dos jornais no dia seguinte foi: “Derrota para Nacional do Amazonas garante classificação da Ponte Preta para a Copa Sulamericana”. Perdeu e ganhou.
Jesus falou algo interessante acerca de perder pra ganhar. “Quem quiser ganhar a sua vida, a perderá. Mas quem perder a vida por minha causa, a ganhará” (Mateus 16:25).
A ideia central de Jesus é nos levar a refletir sobre nossas prioridades. Escolhas imediatistas e centradas no nosso interesse pessoal nos conduzirão inevitavelmente ao desperdício da vida. “Que importa ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”, pondera Jesus na sequência. Enquanto nos ocupamos em ganhar a vida, perdemos a alma. Enquanto nos distraímos com os móbiles da vida, deixamos de experimentar o sentido mais profundo da existência. E a vida vai passando. Vamos “ganhando”. E perdendo!
Quanto a perder pra ganhar, nada melhor do que ouvir o relato de Paulo, o apóstolo. Ele compreendeu que a verdadeira vida começa quando deixamos o nosso “eu” morrer e passamos a viver em dependência total de Jesus Cristo (Gálatas 2.20). Ele perdeu tudo, mas ganhou o melhor. “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo” (Filipenses 3.7,8). Perdeu e ganhou.
Jesus nos liberta de nós mesmos, ajusta o foco da nossa lente e organiza nossas prioridades. O que era ouro vira esterco.
Perder pra ganhar. Topa?
Rodolfo Seifert
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