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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O perigo da comparação



“Quem dentre vós que tenha sobrevivido, contemplou esta casa em sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é ela como nada aos vossos olhos?” – Ageu 2.3

Ageu profetizou cerca de 66 anos depois da destruição do templo. Certamente havia, entre os que o ouviram, alguns homens mais velhos que tinham visto o templo de Salomão em seu esplendor. Esdras 3.12,13 descreve o que aqueles que tinham visto o primeiro templo sentiram 16 anos antes, quando o trabalho de reconstrução começou:

“Porém muitos dos sacerdotes, e levitas, e cabeça de famílias, já idosos, que viram a primeira casa, choraram em alta voz quando a sua vista foram lançados os alicerces desta casa” (Esdras 3.12).

Os homens de Esdras 3, choraram porque viram o templo em sua primeira glória. Quando Salomão construiu o primeiro templo, ele não economizou em materiais, e reuniu os melhores talentos que pode encontrar para fazer a obra. Agora, eles olhavam os fundamentos do novo templo e lembravam do antigo e não tinham como comparar. De fato eles diziam: “...em comparação com o antigo templo, este é como nada aos nossos olhos”.
Esta comparação entre os “bons tempos” e o presente – ou entre a obra de Deus em várias ocasiões e lugares – raramente é benéfica. Não foi nada bom para o povo dos dias de Ageu pensar em quão grandioso era o templo de Salomão em comparação com o seu próprio trabalho de reconstrução. Isto lhes foi desencorajador naquele momento. Frequentemente nossas comparações conduzem-nos ao orgulho ou ao desencorajamento.

Quando nossos dons e recursos são pequenos, nós somos frequentemente tentados a pensar que não podemos fazer nada de bom para Deus.

Nós olhamos para os outros com grandes recursos e talentos e pensamos que eles são aqueles que Deus pode realmente usar e não pessoas como nós – porque tentar então? Nós pensamos que se nós não podemos construir um templo tão grande como o de Salomão, nós deveríamos nos incomodar, construindo de jeito nenhum. A verdade disto tudo é que nada que nós fazemos é realmente digno de Deus – todas as nossas obras, inclusive as de Salomão, não alcançam a perfeição da glória dEle. Então, nós realizamos o que nós podemos e confiamos que o Senhor está tão satisfeito com nosso coração e esforço quanto com a grandiosidade do resultado final.

  A.W.Tozer, considerando a nossa tendência de competir e fazer comparações, sugeriu a  oração:

“Querido Senhor, de agora em diante eu me recuso a competir com qualquer um dos teus servos. Eles têm congregações maiores do que a minha. Que assim seja. Eu regozijarei com seu sucesso. Eles têm maiores talentos. Muito bem. Isto não está no poder deles nem no meu. Eu sou humildemente agradecido pelos seus grandes talentos e pelos meus pequenos também. Eu somente peço que eu possa usar, para Tua glória, este modestos dons que eu possuo. Eu não irei comparar a mim mesmo com ninguém, nem tentar elevar minha auto-estima por algo em que eu exceda um ou outro em Teu santo trabalho. Com isso, eu nego completamente que possua qualquer merecimento próprio. Eu sou somente um servo inútil. Eu me coloco alegremente aos pés da cruz e eu sou o menor do Teu povo. Se eu errar em meu próprio julgamento e realmente subestimar a mim mesmo, eu não me importo. Eu proponho orar pelos outros e regozijar em sua prosperidade como se fosse a minha própria. E de fato é minha se ela é tua também, porque o que é Teu é meu, e enquanto um planta e outro rega, é Tu somente que dá o crescimento.”

Referência: http://adorando.com.br/ListView/1554/1/0/O-perigo-da-comparacao.aspx#.UpEJpGZTvIU

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Para que tanta pressa?

Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu”. (Eclesiastes 3.1)
 
Boa parte do mundo está com pressa, sempre correndo. Todavia pouquíssimas pessoas sequer sabem para onde estão indo na vida. Se queremos estar em paz com nós mesmos e desfrutar a vida, devemos para de correr o tempo todo. As pessoas correm para chegar a mais um evento que não possui nenhum significado real para elas, ou não qual nem sequer querem comparecer. A pressa é o ritmo do século XXI. Andar apressado se tornou uma doença de proporções epidêmicas. Corremos tanto que finalmente chegamos ao ponto em que não podemos diminuir o ritmo.
Lembro-me dos dias em que trabalhava tanto, e corria tanto de um lado para o outro, que mesmo  quando tirava férias elas já estavam quase terminando quando eu finalmente conseguia desacelerar o suficiente para descansar. A pressa definitivamente foi uma das coisas que “roubou a paz” da minha vida, e ainda pode ser se eu permanecer alerta à pressão que ela causa. A vida é preciosa demais para passar por ela apressado. Às vezes vejo que um dia passou como um raio. No final do dia, sei que estive ocupada o dia inteiro, mas não consigo me lembrar de ter desfrutado dele, nem sequer um pouco. Por isso, me lembrar de ter desfrutado dele, nem sequer um pouco. Por isso, assumi um compromisso de aprender a fazer as coisas no ritmo de Deus, não no ritmo do mundo.
Jesus nunca estava com pressa quando andou pela Terra, e Deus não está de modo algum apressado agora. Eclesiastes 3.1 declara: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu”. Devemos deixar que cada coisa em nossa vida tenha o seu tempo determinado, e perceber que podemos desfrutar de cada propósito sem pressa de começar o próximo.

domingo, 11 de agosto de 2013

A alegria de ser pai

asaph 1
 
Nos últimos 22 anos, eu vivo a linda experiência de ser pai de dois filhos maravilhosos: Aurora e André. Ela chegou primeiro, e desde o início transformou a nossa vida. Sempre alegre, esperando por um abraço e por um beijo estralado. Ele bem diferente. Quando chegou, a irmã já tinha seis anos e o esperava ansiosamente. Desde cedo foi reservado, sisudo, olhava o mundo com desconfiança e interesse. Um beijo era uma conquista.
 
Rosana e eu fomos vendo que a expectativa de que os filhos fossem pelo menos parecidos, era absolutamente utópica, pois o que descobrimos é que eles são totalmente diferentes.
A gente vai vendo que são justamente estas diferenças que enriquecem uma família e dão a singularidade e até mesmo “cor” a cada um dos membros da mesma. Deus os fez assim, diferentes.
Porém, o que mais chama a atenção não são as diferenças, mas a alegria que a paternidade traz, não uma alegria qualquer, mas aquela que vem junto ao desafio e à responsabilidade. Falei há pouco tempo para uma amiga que acabara de saber que estava grávida, que sua vida iria mudar, e como! Nunca mais somos os mesmos depois da paternidade e maternidade.
 
Ter uma pequena vida pra cuidar é uma bênção e um dos maiores compromissos de um ser humano. Por isso, não adianta ser pai ou mãe antes de saber governar a própria vida, pois breve terá que administrar outra. Creio que aqui temos uma chave para a paternidade: o governo. Não apenas com a conotação de controle, mas principalmente com o sentido de administração, cuidado e principalmente visão e orientação. Um pai precisa saber para onde vai. Se este não souber tampouco seus filhos o saberão. Por isso, temos no mundo tantos filhos perdidos.
 
A Bíblia narra a história de um filho que foi embora por livre e espontânea vontade, gastou tudo que tinha e acabou pobre, cuidando de porcos. Porém, apesar de suas escolhas nunca esteve perdido, pois tinha uma referência segura em sua vida: SEU PAI. Sabia para onde voltar. Um filho que tem um pai verdadeiro, dificilmente se perde, ao contrário, pode dar muitas voltas, mas volta pra casa do pai. O mundo hoje sofre com a decadência e o enfraquecimento da paternidade.
 
O número de filhos sem pais cresce assustadoramente levando os governos a um estado de alarme. Em Porto Alegre, por exemplo, o assunto tem levado as varas de famílias a buscarem soluções alternativas, como as casas de passagem, em que as crianças desamparadas encontrem alguém que possa cuidar delas pelo menos por um tempo, enquanto as autoridades buscam outra solução.
 
Que falta faz um pai, um pai que ame a mãe e os filhos, que traga segurança e direção à sua família. Que falta que faz um pai, que leve sua casa para um lugar ainda mais seguro: para junto de Deus. Por falar nisso, creio que o maior legado de um pai além do que já falei, é a fé. Não apenas a crença religiosa, dogmática e com tradições, mas aquela com princípios bem firmados, que levam a criança a uma edificação interior, a ser grande por dentro, em que a palavra de Deus é o caminho.
 
Dogmas são praticados ou não, podem ser alternativos, mas um caminho que é trilhado por um pai com firmeza e direção, por certo será seguido por seu filho, pois indica uma forma de viver. Por isso, o maior legado de um pai é ensinar ao seu filho no caminho do Senhor, pois mesmo depois de muito tempo não se desviará dele. Com esta certeza eu agradeço a Deus pela bênção de ser pai. Eu sei que, sempre, meus filhos me darão alegria!
 
Feliz dia dos pais a todos os pais!
“Que eu esteja sempre em pé
Quando tudo em volta cai
Honrando sempre a bênção 

 

Asaph Borba

Asaph Borba é jornalista formado pela Universidade Metodista do Sul, é diretor e fundador da “Life Comunicação”, possui 72 discos gravados, três DVDs. Atualmente, investe fortemente no Oriente Médio, onde já gravou 5 CDs e realizou 12 conferências de adoração. É autor do livro "Adoração - quando a fé se torna amor" (Transmundial).
 

Texto extraído na íntegra do endereço web
 http://www.lagoinha.com/ibl-colunista/a-alegria-de-ser-pai/
Acesse e conheça o site da Igreja Batista Lagoinha
 
 

sábado, 3 de agosto de 2013

JESUS e o futebol

Por conta dos criativos regulamentos elaborados pela CBF a Ponte Preta se viu na semana passada numa situação inusitada. Para poder ganhar o direito de disputar a Copa Sulamericana, primeiro torneio internacional da história do clube, a macaquinha teria que perder para o modesto Nacional do Amazonas e ser eliminada da Copa do Brasil. Perder pra ganhar.

Em Campinas, a manchete dos jornais no dia seguinte foi: “Derrota para Nacional do Amazonas garante classificação da Ponte Preta para a Copa Sulamericana”. Perdeu e ganhou.

Jesus falou algo interessante acerca de perder pra ganhar. “Quem quiser ganhar a sua vida, a perderá. Mas quem perder a vida por minha causa, a ganhará” (Mateus 16:25).

A ideia central de Jesus é nos levar a refletir sobre nossas prioridades. Escolhas imediatistas e centradas no nosso interesse pessoal nos conduzirão inevitavelmente ao desperdício da vida. “Que importa ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”, pondera Jesus na sequência. Enquanto nos ocupamos em ganhar a vida, perdemos a alma. Enquanto nos distraímos com os móbiles da vida, deixamos de experimentar o sentido mais profundo da existência. E a vida vai passando. Vamos “ganhando”. E perdendo!

Quanto a perder pra ganhar, nada melhor do que ouvir o relato de Paulo, o apóstolo. Ele compreendeu que a verdadeira vida começa quando deixamos o nosso “eu” morrer e passamos a viver em dependência total de Jesus Cristo (Gálatas 2.20). Ele perdeu tudo, mas ganhou o melhor. Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo” (Filipenses 3.7,8). Perdeu e ganhou.

Jesus nos liberta de nós mesmos, ajusta o foco da nossa lente e organiza nossas prioridades. O que era ouro vira esterco.

Perder pra ganhar. Topa?

Rodolfo Seifert


terça-feira, 30 de julho de 2013

Sou feliz por ser católico, evangélico, ou???

Este é o conteúdo de um adesivo que se espalhou pelos vidros dos carros, possivelmente em resposta à perda de adeptos da religião católica para a religião evangélica nos últimos anos. O recado é o seguinte. “Não me importune. Sou católico e quero continuar sendo católico”. Estancar esta migração religiosa e recuperar fiéis é uma das principais missões do Papa Francisco, que embora aparenta não querer, é tratado e venerado como um semi-deus. Em sua visita ao Brasil, o sorridente hermano tem sido cercado por muitos fiéis que se acotovelam pra receber a benção do Papa. Não parecem demonstrar, todavia, a mesma sede de se aproximar do Deus da benção e seguir os passos de Jesus Cristo.

Nas redes sociais também rola um movimento “sou feliz por ser evangélico”. Não parece ser uma frase de resistência aos religiosos católicos, até porque a migração em sentido oposto não tem sido muito comum. Parece-me uma tentativa de atrair ainda mais gente pra uma religião super animada por badalados ídolos vivos, os cantores gospel, e conduzida pela pregação de papastores, donos da verdade (com v minúsculo). Não raro, o que eles pregam é uma peça nos fiéis, pois acham um jeito de usar a bíblia pra falar o que enche auditórios mas não esvazia o inferno.
Note que as afirmações de felicidade se firmam exclusivamente na religião, católica ou evangélica, e se restringem ao âmbito de formas e ritos. Cada uma tem seu papa, seus ídolos, seus vazios rituais. Só tem muito pouco (ou quase nada) de Jesus. Aliás, curioso é que Jesus, em quem ambas as linhas religiosas (em tese) se firmam, é categórico ao combater a falsa religião e o peso que a religiosidade traz ao coração.

A religião é a tentativa do homem se aproximar de Deus. Jesus é Deus se aproximando do homem. A religião ilude e escraviza. Jesus transforma e liberta. A religião fortalece o eu, na medida em que deixa nas mãos do homem as tarefas (rituais) que deve realizar pra agradar e se chegar a Deus. Jesus nos esvazia de nós mesmos, na medida em que traz à consciência nossa real condição, e nos mostra que não há nada que possamos fazer por conta própria pra agradar a Deus. A religião produz uma pseudo transformação de fora pra dentro. Jesus transforma de dentro pra fora. A religião gera hipócritas. Jesus gera amigos chegados. A religião mata. Jesus dá vida.

Como seria bom se a Igreja Cristã voltasse a ensinar e vivenciar o Jesus da bíblia, que nos conscientiza de quem somos, perdoa pecados de graça, transforma tristeza em alegria e devolve perspectiva à vida. Como seria bom se tivéssemos menos evangélicos, menos católicos, e mais cristãos, viciados em buscar conhecer Jesus e seguir os seus passos.

O texto do adesivo seria: “Sou feliz por ter sido perdoado por Jesus.”
Rodolfo Seifert
blogdoseifert.blogspot.com.br

domingo, 14 de julho de 2013

Você já se arrependeu alguma vez?

Nessa semana deixo um texto escrito pelo meu primo e parceiro Rodolfo...
Abraço a todos!
Daniel Schulz
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Arrependimento pode ser considerado como a mudança de atitude decorrente da dor sentida por causa da dor causada. Todavia, eu sinceramente não sei se a gente vivencia o real significado do arrependimento. Parece-me que o arrependimento com o qual convivemos no dia-a-dia é aquele que aparece somente quando a bobagem realizada vem à tona. O aluno se arrepende de ter colado quando o professor pega a cola. O ladrão se arrepende do assalto quando a polícia chega. O cônjuge se arrepende do adultério quando o caso é descoberto, mesmo que já dure há muito tempo. Será arrependimento?

Em nenhum destes exemplos há mudança de atitude. Em nenhum destes exemplos há sentimento de dor pela dor causada, pelo mal realizado. Há, na verdade, sentimento de dor pela iminente dor que será sofrida pelo sujeito. Parece fazer sentido o pensamento de François La Rochefoucauld: “O nosso arrependimento não é tanto um remorso do mal que cometemos, mas um temor daquilo que nos pode acontecer.”

Preocupa-me a nossa ignorância quanto ao real sentido de arrependimento, pois a essência da Mensagem de Jesus baseia-se no arrependimento. Jesus pretende chamar a atenção para a vida fútil e vazia que levamos, centrada na gente e ignorando o amor de Deus por nós. Jesus nos chama ao arrependimento pela forma equivocada que escolhemos viver, que ofende a Deus e acaba fazendo mal a nós mesmos. Seu convite é pra que mudemos de atitude, não com a finalidade de escaparmos de qualquer consequência, mas para podermos desfrutar desde já, e para sempre, de seu pleno perdão e de sua doce presença.

Você já se arrependeu?

Rodolfo Seifert

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A voz de Deus. A voz do Povo.


“Em vez de praticarem a justiça, vocês praticam a injustiça, que causa amargura, e não respeitam o direito dos outros. Vocês têm ódio daqueles que defendem a justiça. Vocês maltratam as pessoas honestas, aceitam dinheiro para torcer a justiça e não respeitam o direito dos pobres. Quero que haja tanta justiça como as águas de uma enchente e que a honestidade seja como um rio que não para de correr.”

Este poderia muito bem ser um trecho de um discurso em qualquer uma das cidades do Brasil nesta semana. Não é. Este é um trecho do que Deus falou ao povo, sobretudo aos ricos e poderosos, num momento de prosperidade da nação de Israel (Amós 5). Embora não tenha tratado do preço da passagem de ônibus, Deus deixa muito clara a sua opinião acerca da corrupção e das injustiças sociais.
Os protestos no Brasil começaram pontuais contra o preço das passagens de ônibus. As infelizes e desdenhosas declarações dos governantes no início das primeiras manifestações foram o catalisador para que a população brasileira se posicionasse e os lembrasse de que vivemos numa democracia: democracia com povo. 
Este mesmo povo que possivelmente cansou de fazer de conta que os nossos governantes tem feito o melhor para cada um de nós. Esse mesmo povo que é acometido por desumana carga tributária, altas taxas de juros e um salário cuja correção é insignificante. Um povo que não pode andar sossegado na rua de dia ou de noite pois está correndo o risco de ser assaltado e morto por míseras moedas. Um povo cansado de sustentar uma refeição de R$6,00 de um presidiário, enquanto seu filho está na escola comendo uma refeição de R$0,20. Um povo que passa horas em filas de hospitais superlotados sem esperança de um atendimento digno, somente ouvindo que não há leitos, não há médicos ou tampouco, medicamentos...
Nas ruas não está a oposição ou tampouco a situação. Nas ruas não estão as bandeiras dos partidos políticos, mas sim, estão as bandeiras do Brasil, empunhadas por brasileiros cansados de ver os interesses políticos (de um e de outro lado) se sobreporem ao interesse da nação. Estão homens e mulheres cansados de ver os interesses particulares de uma insignificante minoria se sobreporem ao interesse público. Cansados de trabalhar jornadas de 44h semanais para sustentar políticos que sequer trabalham isso num mês com benefícios que superam 100x o salário mínimo. Cansados de andarem em ônibus e trens com mais de 30 anos (como o caso do Trensurb) superlotados, espremidos como sardinhas num enlatado, enquanto os seus representantes voam pra lá e pra cá com helicópteros ou jatinhos pagos por nosso suado trabalho. Cansados de ver as autoridades agirem como se não houvesse povo.
Eis o povo, senhores!
Ouçam o que o povo diz!
Ouçam o que Deus diz!

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Texto extraído e adaptado com autorização do autor 
http://blogdoseifert.blogspot.com.br/
Editoração: Daniel Schulz

terça-feira, 21 de maio de 2013

22 de maio: Dia do abraço...


Vivemos num país tropical que, apesar do tal do aquecimento global, está cada vez mais frio. A forma cada vez mais apressada, virtual e individualista como vivemos vai distanciando as pessoas e esfriando as relações sem que percebamos. Vivemos solitários num mundo cheio de gente. Gente tão perto. Tão longe. Neste contexto, o abraço fica fora de contexto. Parece ter saído de moda e cedido espaço aos acenos, aos tapinhas nas costas. Perdemos, inclusive, a paciência de escrever abraço ao final das mensagens eletrônicas. O abraço virou abc. Que prático! Que frio!

O abraço talvez seja uma das maneiras mais eficazes de aquecermos a vida. Abraço da alegria pelo reencontro, da despedida, da celebração pela vitória, de gratidão, do reconhecimento do erro, do perdão concedido, da cumplicidade, do acolhimento, do consolo, do amor declarado. Abraço de verdade, em que os corações se encontram e por meio do qual a vida é compartilhada.

Jesus contou a história de um jovem rapaz que pediu ao pai (ainda vivo, é claro) sua parte da herança pra viver a vida. Cara de pau. Com muita grana na mão, foi pra longe. Curtiu a vida adoidado, até o dia em que o dinheiro acabou. Gastou tudo. Dinheiro, dignidade, vida. Os amigos se foram e a realidade bateu à porta. Quebrado, mendigo, moribundo, lembrou-se que na casa de seu pai nem os empregados passavam necessidade. Arrependido e constrangido, decidiu voltar pra casa, reconhecer seu erro e pedir ao pai que o aceitasse como um empregado.

A reação do pai? Ao reconhecer o filho no caminho (pai conhece o filho de longe), correu na direção daquele trapo de gente e se lançou a abraçá-lo e beijá-lo. Não fez nenhuma pergunta. Nenhuma ressalva. Sequer deixou o filho falar. Abraçou logo, de verdade, sem reservas. Que abraço! Abraço que perdoa, devolve a dignidade, reaquece o coração, restaura a vida.

Jesus contou esta história pra nos revelar a forma como Deus ama gente como a gente. Gente como a gente, que dá as costas pra Ele e curte a vida ignorando a sua existência e o seu amor. Gente como a gente, que acha que é alguma coisa até que a vida nos mostre o quanto somos frágeis. Gente como a gente, que se tiver coragem de olhar honestamente pra dentro de si vai reconhecer o estado de miséria, de frieza, de distância do Pai.

Num mundo que não mais abraça, os braços do Pai ainda estão abertos pra lhe dar o abraço mais transformador da sua vida. Volte pro Pai, do jeito que você está, experimente Seu acolhedor abraço e Sua calorosa companhia.

Num mundo que não mais abraça, vamos seguir o exemplo do Pai. Vamos compartilhar vida. Vamos aquecer a fria sociedade. Vamos abraçar as pessoas. De verdade.

Encerro com um trecho de belo poema de Artur da Távola:

“Que o abraço abrace.
Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança.
Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo.”

Um abraço!
Rodolfo Seifert
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Texto extraído com autorização do autor: http://blogdoseifert.blogspot.com.br/
Editoração: Daniel Schulz

domingo, 14 de abril de 2013

COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ


No início desta semana, estarei compartilhando um texto escrito por meu saudoso primo Rodolfo. Vale a pena dispender de tempo para ler o texto na íntegra. Abraço a todos e abençoada semana com Jesus.

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Imagine a seguinte situação. Você recebe dois convites para uma mesma noite. Um para ir a uma festa e outro para ir a um funeral. Qual dos convites você atenderia? Sua provável primeira resposta é: “Pra festa, é claro”

Num segundo momento você deve ter pensado: “Opa, depende de quem tiver falecido.” Se estas são as suas reações a estes convites, você é normal. Normal e, sem querer ofender, tolo. Por favor, tolo, continue lendo este texto.

Certa vez li os seguintes trechos de um livro de sabedoria. “É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa. O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o dos tolos, na casa da alegria.” Estas são palavras do sábio Salomão, no livro bíblico de Eclesiastes. Confesso ter lido e ficado sem entender. Verdadeiro tolo (sem querer me ofender). Fui compreender melhor a ideia de Salomão no primeiro velório a que fui após a leitura. Quando nos deparamos com a finitude da vida paramos para refletir sobre as nossas prioridades, sobre os nossos valores, sobre aquilo que realmente importa.

Costumamos viver como se fôssemos eternos aqui na Terra. Não raras vezes deixamos de perdoar alguém pois a vida nos dará oportunidade. “Vou dar um gelo neste sujeito pra ele aprender”, é o que pensamos. E os dias vão passando até que o sujeito aparece gelado dentro de um caixão, junto com todas as oportunidades que passaram para dar-lhe o perdão. Pais e filhos, cônjuges, irmãos, bons amigos, muitos destes ficam tempos sem se falar por bobagens, por questões muito menores que o amor que os une.

Se você soubesse que hoje seria o último dia de sua vida, como seria sua agenda? (Possivelmente você não teria parado pra ler este texto). Quem você correria para abraçar? A quem você telefonaria? Com quem você faria as pazes? A quem você procuraria pra dizer “eu te amo”? Se sua agenda neste suposto último dia está cheia de coisas pra serem consertadas, provavelmente você está vivendo a vida como se houvesse amanhã, amanhãs.

Cultive amizades. Perdoe logo. Demonstre amor. Hoje e todos os dias. Como se não houvesse amanhã. Por que se você parar pra pensar, na verdade não há.
Rodolfo Seifert

Esta postagem foi extraída na íntegra do endereço http://blogdoseifert.blogspot.com.br/#!/2013/04/como-se-nao-houvesse-amanha.html
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Editoração: Daniel Schulz

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Liberdade sobre rodas!

Nesta semana estou usando um espaço aqui para divulgar um evento de um de nossos mais novos parceiros:

   Um dia inteiro de atividades pensadas de motociclista para motociclista. Assim, o motoclube Águias de Cristo, de Canoas (RS), convida a todos os entusiastas da vida sobre duas rodas para o 1º evento do grupo, a ser realizado no sábado (20/04). 




   A confraternização terá início às 9h30, na Igreja Batista Filadélfia de Canoas, com a recepção de motociclistas. A partir das 10h, rodada de chimarrão e atividades recreativas 0800, como sorteio de brindes e entrega de troféus para motoclubes.



   Para matar a fome, às 12h, será servido um almoço. No cardápio, churrasco com acompanhamento de Arroz e Saladas, no valor de R$ 15,00. Depois, às 14h, os motociclistas seguirão para um passeio de motos pelas principais vias da cidade.  


   O evento será encerrado com um Motoculto promovido pelo MC no retorno do passeio.

No domingo (21), os integrantes realizarão um passeio de motos até Gramado. 


Os interessados em participar devem procurar a organização do evento.

Organização:  MC Águias de Cristo, de Canoas (RS) 
Contato:  (51) 9909-0545 | Ajax
 (51) 9746-5996 | Sérgio 
E-mail:  slm.junior@bol.com.br
Local:  Rua Coronel Vicente, nº 1070, Canoas (RS)
Ingresso:  Entrada franca | Almoço: R$ 15,00

Link: http://www.facebook.com/pages/%C3%81guias-de-Cristo-Moto-Clube-Canoas/409898802435735

Você não pode perder!
Veja a programação completa do evento no cartaz de divulgação:



Revisão/Edição: Daniel Schulz

terça-feira, 12 de março de 2013

Se você não se sente amado...

     Uma das coisas que mais nos prejudica na vida é a baixa-estima, principalmente se ela estiver relacionada à mentira... Não somente uma mentira que é dita a outra pessoa, mas especialmente as mentiras que alguém acredita.

     Algumas mentiras nos foram passadas na infância e que, por vezes, cultivamos em nosso coração ao longo de nossa vida... 

     Outras mentiras, dizemos a nós mesmos: “Ninguém me ama!”; “Nada dá certo pra mim!”; “Eu sou azarado!”; “Eu sou feio... esquisito... etc.”

     Nesse tipo de mentiras, se acreditarmos nelas, estaremos fazendo-as reais pra nós, fazendo aquela sementinha malvada crescer na terra do nosso coração...

     Provavelmente você já ouviu falar da história de Davi e Golias. Golias era um gigante de aproximadamente três metros de altura. Ele vestia uma armadura de aproximadamente 60 quilos. Possuía uma lança que, só a ponta, tinha cerca de 7 quilos.  Davi não se conformou em ver a sua nação humilhada por um homem que não temia a Deus e decidiu enfrentá-lo. Quando o rei Saul descobriu a intenção de Davi, veja o que ele falou em 1 Samuel 17: 33: Saul respondeu a Davi: “Você não tem condições de lutar contra esse filisteu: é muito jovem e inexperiente. O filisteu tem mais tempo nas guerras que você de vida” (versão “A Mensagem”).

     Essa era a hora que muitos de nós teríamos desistido. E, na verdade, o rei não contara nenhuma mentira... Davi de fato não era um homem preparado para ser soldado de guerra. Davi não desanimou. Ele deixou a opinião contrária de lado, confiou em Deus e usou as armas que ele conhecia: uma funda e cinco pedras de ribeiro. Resultado: Davi venceu Golias com apenas uma pedrada.

     Talvez não tenham te contado uma mentira. Talvez até tenham contado a verdade sobre quem você é, suas limitações, e, talvez por isso, você acreditou que não poderia vencer alguns gigantes na sua vida. Essas desconformidades podem ser ditas até mesmo por pessoas que você ama ou considera como amigo, irmão, chefe, esposa, marido, filho, pai, mãe, pastor, (sei lá quantas opções existiriam para colocar aqui...).

     Não se esqueça: todos temos determinadas limitações como pessoas, mas essas limitações podem ter suas dimensões diminuídas quando tomamos posse do que Deus tem para nossas vidas, ministérios, futuro e, decidimos enfrentar os gigantes do dia a dia com as armas que possuímos: Palavra, oração, jejum...

Farei cicatrizar o seu ferimento e curarei as suas feridas’, declara o Senhor, porque a você, chamam de rejeitado, aquele por quem ninguém se importa’. (Jeremias 30:17 - NVI)

E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. (1João 5:15 - NVI)

Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nEle, e Ele o ajudará. (Salmo 37:5)

Ele fica perto dos que estão desanimados e salva os que perderam a esperança. (Salmo 34:18)

Finalizando, deixo um vídeo que um irmão compartilhou:



"Senhor, me ajude a vencer minhas batalhas do dia a dia. Não permita que eu venha a cultivar os medos em meu coração, mas me dê coragem para continuar, e que a minha vida possa ser ao teu lado a cada dia. Que o Senhor venha morar no meu coração pois sinto que existe um vazio ali dentro. Eu te recebo como meu Salvador e Senhor. Em nome de Jesus, Amém!"

 Que o Senhor Jesus possa estar te abençoando em suas lutas e vitórias. Procure a igreja evangélica mais próxima e ouça o que Deus tem pra te falar.

Revisão/Edição: Daniel Schulz

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Quem é o pato?


Dois irmãos visitavam seus avós num sítio. Felipe ganhou um estilingue para bricar. Prativaca sempre, mas nunca conseguia acertar o alvo. Certa vez, viu o pato de estimação da vovó. Atirou, acertou e matou o pobre bicho. Chocado, triste e em pânico, escondeu o pato morto. Beatriz, sua irmã, viu tudo. 

Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: "Beatriz, lave a louça pra mim por favor." Beatriz respondeu: "Vovó, o Felipe disse que queria ajudar na cozinha." Então sussurrou: "Lembra do pato!?" E Felipe lavou os pratos. 

Mais tarde, o vovô convidou as crianças para pescar e a vovó disse: "Desculpe, mas eu preciso que Beatriz me ajude com o jantar...". Beatriz, por sua vez, disse: "Mas o Felipe me disse que queria ajudar hoje", sussurrando-lhe: "Lembra do Pato!?" Beatriz foi pescar e Felipe ficou.

Assim aconteceu por diversas vezes e Felipe sempre acabava fazendo o trabalho de Beatriz. Um dia ele não aguentou e confessou à vovó que matou o dito pato. Num lance de ternura a vovó o abraçou e disse: "Eu estava na janela e vi tudo, mas porque eu o amo, perdoei. Eu só ficava me perguntando quanto tempo você iria deixar a Beatriz fazer de você um escravo..."

Qualquer que seja o seu passado, ou o que você tenha feito (mentir, enganar, possuir maus hábitos, ódio, raiva, amargura, vícios, etc), precisa saber que Deus estava, está e estará na janela e que Ele viu, vê e verá tudo o que fizeste. Ele conhece toda a sua vida. Ele deseja que você saiba que Ele o ama e que você já está perdoado. Inclusive Ele já te deu a maior prova do Seu amor por ti: Jesus, o único filho de Deus que levou sobre si todos os nossos pecados, morreu numa cruz pra nos perdoar e ressuscitou ao terceiro dia pra nos dar a Salvação.

Quanto tempo você deixará o diabo fazê-lo de escravo? Deus só espera você se arrepender e pedir perdão. Deus não somente perdoa, mas Ele esquece. É pela graça e misericórida de Deus que somos salvos.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)

Deus, eu me arrependo dos erros que tenho cometido, contra mim, contra outras pessoas e contra Ti ó Deus. Vem e perdoa meus pecados. Me dá forças para que eu não peques mais contra Ti e contra meus irmãos. Recebe meu coração e transfoma-o. Eu quero me tornar hoje teu filho, através da salvação que Cristo trouxe na cruz. Faz da minha, uma nova vida. Em nome de Jesus, Amém!

Que Deus te abençoe!

Adaptado do calendário da editora Luz e Vida

Revisão/Edição: Daniel Schulz

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Flores no Jardim



     Uma criança pediu a um homem que pegasse uma flor para ela. Colher a flor foi um trabalho bastante simples, mas, quando ela lhe pediu que a devolvesse ao lugar de onde veio, ele se sentiu impotente e confuso.

     Como dizer que fazer isso era algo impossível? Como explicar aos jovens que algumas coisas, quando quebradas ou mutiladas, nunca mais serão substituídas ou restauradas? Quantos passam a maior parte da vida lamentando atitudes tomadas no passado, especialmente nestes dias de carnaval? Quantos desperdiçam oportunidades de uma vida feliz e saudável ao deixarem-se legar por um momento impensado de prazer e diversão? Quantos já disseram: “Tenho que aproveitar enquanto sou jovem. Depois me preocuparei com as coisas sérias”?

     Muitas vezes, em um pequeno momento de imprudência, arrancamos a flor da nossa felicidade sem perceber que ela jamais será recolocada no seu devido lugar. Quando a colhemos, ela se mostra bonita e perfumada, mas logo murcha e perde o aroma e nunca mais terá o mesmo encanto. O jardim da nossa vida não deveria ser tocado pelas mãos das drogas, do fumo, do álcool, da prostituição, da desonestidade e de tantos outros males que quebram e mutilam nossa vida espiritual e nosso relacionamento com Deus.
Muitas vezes, as feridas provocadas jamais serão curadas ou restauradas. Deus nos criou para sermos bênção, para embelezar e perfumar o local onde nos encontramos, para servir de exemplo a ser seguido, para glorificar seu maravilhoso nome. A vida é o jardim do Senhor e nosso corpo, pelo menos deveria, ser o templo do Espírito Santo.

     Se você está cansado de ser levado pelos ventos do mundo, entregue seu coração ao Senhor Jesus. Faça a oração a seguir e procure a igreja mais próxima de você.

Deus, estou cansado de correr a favor do mundo, de cada dia perder minha vida aos vícios e aos meus prazeres. Eu me arrependo dos pecados que cometi. Hoje sei que quero te receber, Jesus, como meu único e suficiente Salvador. Entrego minha vida nas tuas mãos. Perdoa-me e me recebe como teu filho. Te agradeço por ter morrido naquela cruz levando sobre si os meus pecados e por que ressuscitaste no terceiro dia para me dar a salvação. Em nome de Jesus,  Amém.

Adaptado da Internet
Revisão/Edição: Daniel Schulz