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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Para que tanta pressa?

Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu”. (Eclesiastes 3.1)
 
Boa parte do mundo está com pressa, sempre correndo. Todavia pouquíssimas pessoas sequer sabem para onde estão indo na vida. Se queremos estar em paz com nós mesmos e desfrutar a vida, devemos para de correr o tempo todo. As pessoas correm para chegar a mais um evento que não possui nenhum significado real para elas, ou não qual nem sequer querem comparecer. A pressa é o ritmo do século XXI. Andar apressado se tornou uma doença de proporções epidêmicas. Corremos tanto que finalmente chegamos ao ponto em que não podemos diminuir o ritmo.
Lembro-me dos dias em que trabalhava tanto, e corria tanto de um lado para o outro, que mesmo  quando tirava férias elas já estavam quase terminando quando eu finalmente conseguia desacelerar o suficiente para descansar. A pressa definitivamente foi uma das coisas que “roubou a paz” da minha vida, e ainda pode ser se eu permanecer alerta à pressão que ela causa. A vida é preciosa demais para passar por ela apressado. Às vezes vejo que um dia passou como um raio. No final do dia, sei que estive ocupada o dia inteiro, mas não consigo me lembrar de ter desfrutado dele, nem sequer um pouco. Por isso, me lembrar de ter desfrutado dele, nem sequer um pouco. Por isso, assumi um compromisso de aprender a fazer as coisas no ritmo de Deus, não no ritmo do mundo.
Jesus nunca estava com pressa quando andou pela Terra, e Deus não está de modo algum apressado agora. Eclesiastes 3.1 declara: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu”. Devemos deixar que cada coisa em nossa vida tenha o seu tempo determinado, e perceber que podemos desfrutar de cada propósito sem pressa de começar o próximo.

domingo, 11 de agosto de 2013

A alegria de ser pai

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Nos últimos 22 anos, eu vivo a linda experiência de ser pai de dois filhos maravilhosos: Aurora e André. Ela chegou primeiro, e desde o início transformou a nossa vida. Sempre alegre, esperando por um abraço e por um beijo estralado. Ele bem diferente. Quando chegou, a irmã já tinha seis anos e o esperava ansiosamente. Desde cedo foi reservado, sisudo, olhava o mundo com desconfiança e interesse. Um beijo era uma conquista.
 
Rosana e eu fomos vendo que a expectativa de que os filhos fossem pelo menos parecidos, era absolutamente utópica, pois o que descobrimos é que eles são totalmente diferentes.
A gente vai vendo que são justamente estas diferenças que enriquecem uma família e dão a singularidade e até mesmo “cor” a cada um dos membros da mesma. Deus os fez assim, diferentes.
Porém, o que mais chama a atenção não são as diferenças, mas a alegria que a paternidade traz, não uma alegria qualquer, mas aquela que vem junto ao desafio e à responsabilidade. Falei há pouco tempo para uma amiga que acabara de saber que estava grávida, que sua vida iria mudar, e como! Nunca mais somos os mesmos depois da paternidade e maternidade.
 
Ter uma pequena vida pra cuidar é uma bênção e um dos maiores compromissos de um ser humano. Por isso, não adianta ser pai ou mãe antes de saber governar a própria vida, pois breve terá que administrar outra. Creio que aqui temos uma chave para a paternidade: o governo. Não apenas com a conotação de controle, mas principalmente com o sentido de administração, cuidado e principalmente visão e orientação. Um pai precisa saber para onde vai. Se este não souber tampouco seus filhos o saberão. Por isso, temos no mundo tantos filhos perdidos.
 
A Bíblia narra a história de um filho que foi embora por livre e espontânea vontade, gastou tudo que tinha e acabou pobre, cuidando de porcos. Porém, apesar de suas escolhas nunca esteve perdido, pois tinha uma referência segura em sua vida: SEU PAI. Sabia para onde voltar. Um filho que tem um pai verdadeiro, dificilmente se perde, ao contrário, pode dar muitas voltas, mas volta pra casa do pai. O mundo hoje sofre com a decadência e o enfraquecimento da paternidade.
 
O número de filhos sem pais cresce assustadoramente levando os governos a um estado de alarme. Em Porto Alegre, por exemplo, o assunto tem levado as varas de famílias a buscarem soluções alternativas, como as casas de passagem, em que as crianças desamparadas encontrem alguém que possa cuidar delas pelo menos por um tempo, enquanto as autoridades buscam outra solução.
 
Que falta faz um pai, um pai que ame a mãe e os filhos, que traga segurança e direção à sua família. Que falta que faz um pai, que leve sua casa para um lugar ainda mais seguro: para junto de Deus. Por falar nisso, creio que o maior legado de um pai além do que já falei, é a fé. Não apenas a crença religiosa, dogmática e com tradições, mas aquela com princípios bem firmados, que levam a criança a uma edificação interior, a ser grande por dentro, em que a palavra de Deus é o caminho.
 
Dogmas são praticados ou não, podem ser alternativos, mas um caminho que é trilhado por um pai com firmeza e direção, por certo será seguido por seu filho, pois indica uma forma de viver. Por isso, o maior legado de um pai é ensinar ao seu filho no caminho do Senhor, pois mesmo depois de muito tempo não se desviará dele. Com esta certeza eu agradeço a Deus pela bênção de ser pai. Eu sei que, sempre, meus filhos me darão alegria!
 
Feliz dia dos pais a todos os pais!
“Que eu esteja sempre em pé
Quando tudo em volta cai
Honrando sempre a bênção 

 

Asaph Borba

Asaph Borba é jornalista formado pela Universidade Metodista do Sul, é diretor e fundador da “Life Comunicação”, possui 72 discos gravados, três DVDs. Atualmente, investe fortemente no Oriente Médio, onde já gravou 5 CDs e realizou 12 conferências de adoração. É autor do livro "Adoração - quando a fé se torna amor" (Transmundial).
 

Texto extraído na íntegra do endereço web
 http://www.lagoinha.com/ibl-colunista/a-alegria-de-ser-pai/
Acesse e conheça o site da Igreja Batista Lagoinha
 
 

sábado, 3 de agosto de 2013

JESUS e o futebol

Por conta dos criativos regulamentos elaborados pela CBF a Ponte Preta se viu na semana passada numa situação inusitada. Para poder ganhar o direito de disputar a Copa Sulamericana, primeiro torneio internacional da história do clube, a macaquinha teria que perder para o modesto Nacional do Amazonas e ser eliminada da Copa do Brasil. Perder pra ganhar.

Em Campinas, a manchete dos jornais no dia seguinte foi: “Derrota para Nacional do Amazonas garante classificação da Ponte Preta para a Copa Sulamericana”. Perdeu e ganhou.

Jesus falou algo interessante acerca de perder pra ganhar. “Quem quiser ganhar a sua vida, a perderá. Mas quem perder a vida por minha causa, a ganhará” (Mateus 16:25).

A ideia central de Jesus é nos levar a refletir sobre nossas prioridades. Escolhas imediatistas e centradas no nosso interesse pessoal nos conduzirão inevitavelmente ao desperdício da vida. “Que importa ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”, pondera Jesus na sequência. Enquanto nos ocupamos em ganhar a vida, perdemos a alma. Enquanto nos distraímos com os móbiles da vida, deixamos de experimentar o sentido mais profundo da existência. E a vida vai passando. Vamos “ganhando”. E perdendo!

Quanto a perder pra ganhar, nada melhor do que ouvir o relato de Paulo, o apóstolo. Ele compreendeu que a verdadeira vida começa quando deixamos o nosso “eu” morrer e passamos a viver em dependência total de Jesus Cristo (Gálatas 2.20). Ele perdeu tudo, mas ganhou o melhor. Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo” (Filipenses 3.7,8). Perdeu e ganhou.

Jesus nos liberta de nós mesmos, ajusta o foco da nossa lente e organiza nossas prioridades. O que era ouro vira esterco.

Perder pra ganhar. Topa?

Rodolfo Seifert