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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A Cruz e o amor anímico do mundo


 «Lembrai-vos da mulher de Ló. Qualquer que procurar preservar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, conservá-la-á.» (Lucas 17:32,33). Embora estas palavras possam já ser familiares ao leitor, temos que notar aqui que o Senhor põe ênfase na negação de si mesmo em relação às coisas do mundo.

Que desagradável é para alguns crentes desapegar seus corações das posses terrenas! Precisamos seguir a admoestação de nosso Senhor e lembrar da esposa de Ló, porque ela não pôde esquecer suas posses nem mesmo no momento de maior perigo. Não foi culpada por retroceder nem um só passo para Sodoma. Tudo o que ela fez foi olhar para trás. Mas quanto foi revelado nesse olhar para trás! Não fala como um livro aberto em relação à condição de seu coração?

É possível que um crente abandone exteriormente o mundo e deixe tudo para trás e, contudo, interiormente continue apegado àqueles mesmos elementos que abandonou por amor ao seu Senhor. Não se requer que uma pessoa consagrada retorne ao mundo ou volte para recuperar o que abandonou no mundo, para indicar que a vida da alma é ativa ainda. Basta que jogue um olhar ofegante para trás, para nos revelar que não entendeu totalmente a relação do mundo com a cruz.

O ganhar a vida espiritual é condicional a sofrer perdas. Não podemos medir nossas vidas em termos de «ganho»; têm que ser medidas em termos de «perda». Nossa capacidade real não consiste em quanto retemos, mas sim em quanto lançamos fora. Os que podem permitir-se perder mais são aqueles que têm mais para dar. O poder do amor é testemunhado pelo sacrifício do amor. Se nossos corações não estão separados do amor ao mundo, nossa vida da alma tem que passar ainda pela cruz.

«E com gozo aceitastes a espoliação dos vossos bens» (Hebreus 10:34). Os crentes a que se refere esta passagem não sofreram simplesmente, mas sim aceitaram jubilosamente que os despojassem de suas propriedades. Esta é a obra da cruz. A atitude dos santos para com suas posses demonstra com toda claridade e certeza se continuam preservando sua vida do eu ou se a consignaram à morte.

Se desejamos andar por um caminho puramente espiritual, temos que permitir a Deus que opere em nós de modo que nossos corações sejam separados de tudo o  que pertence ao mundo e ser totalmente purgados do intento da mulher de Ló. Este é o requisito para experimentar a vida perfeita em Cristo.

Só podemos desprezar todas as coisas do mundo depois que o Espírito Santo mostrou a realidade do céu e sua vida perfeita. As coisas de baixo e as de cima não podem comparar-se. A experiência de um apóstolo em Filipenses 3 começa considerando tudo como perda e continua até a aceitação da perda de todas as coisas. Nisso o apóstolo chega a conhecer a Cristo e o poder de sua ressurreição. Esta é a via perfeita.

Com freqüência não somos conscientes de quão poderoso é nosso eu até que o pomos à prova em relação às coisas materiais. Às vezes parece que se requer mais graça para perder nossa riqueza do que para perder a vida! As coisas terrestres representam verdadeiramente uma prova decisiva para a vida da alma.

Os filhos de Deus que se permitem comer e beber e folgar requerem uma porção maior da cruz para libertar seu espírito da escravidão e influência da alma e chegar a viver livremente em Deus. Todo aquele que suspira pelas coisas do mundo ainda tem que aprender a perder sua vida da alma por meio de uma penetração mais profunda da cruz.

Que o Espírito Santo possa falar com cada leitor e que Deus abençoe.

Somente a Deus a Glória.

Autoria: Daniel Schulz e Elenor Almeida
Adaptado de Watchman Nee: O homem espiritual


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O amor incondicional existe?


Se você se comportar, ganhará um presente especial; se você passar de ano na escola ganhará uma bicicleta; se você... se você... se você...

Muitos, quando eram crianças, ouviam frases condicionais desse tipo.  Apresentavam determinados comportamentos porque queriam, e muito, receber a recompensa prometida.

Crescemos e, muitas vezes, continuamos pensando dessa forma. Podemos correr o risco de não entender o que é o amor de DEUS e ficarmos tentando de alguma forma nos tornar merecedores desse. Afinal, o que é o amor de Deus?

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”  (Romanos 5.8)
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16)

O amor de Deus é INCONDICIONAL! Exatamente isso, o amor de Deus por nós é incondicional. Não depende de nós. Ele escolheu nos amar na condição em que nos encontramos.
  
 Qual tem sido a sua resposta a esse amor?

Você tem duas opções:
è Receber esse amor de Deus
è Ser indiferente a tão grande amor


Saiba que nada pode separar você desse amor: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8.38-39)

No entanto, somente você pode decidir desfrutar de uma vida ao lado de Deus, aceitando a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.
“Mas, a todos quantos o (Jesus) receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” (João 1.12)

Novo mandamento

Jesus disse: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” (João 13. 34)

Mas, o que é o amor?

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei com o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência passará”  (1 Coríntios 13. 1-8)

Esse amor não depende das outras pessoas, só depende de nós. Nós escolhemos amar as pessoas. Além disso, podemos concluir que o AMOR É O QUE O AMOR FAZ.


Se você ama uma pessoa você faz algo por ela. Deus amou ao mundo de uma forma tão profunda que entregou seu único filho para que a comunhão fosse restaurada. Amar exige atitudes. A bíblia diz: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1 João 3.18)

Assim, quem ama: perdoa, não furta, não adultera, não mente, não engana, ... “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Romanos 13.10)

Não esqueça , que “O amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5.5) Dependemos de Deus para amar, pois o amor é um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22).

Espero que que você possa, a cada dia, sentir o amor tão grande de Deus pela sua vida! E que você possa amar as pessoas da forma como Deus ensina.
Ele ama você! Não esqueça nunca disso! 

                                                    Autoria: Camila Dorneles
                                              Revisão e Edição: Daniel Schulz